6/03/2013 | Por:  | Postado em: BlogTeen
Depois daquela vigília, algo havia mudado dentro de mim, eu ainda não sabia bem o que era. Eu já não estava mais sentindo a dor da rejeição e me sentia mais feliz.
Era Janeiro, eu ainda estava de férias da escola, e meus pais resolveram fazer uma viagem para a praia. Fui com eles, mas pela primeira vez, não estava feliz de estar ali, me senti um peixe fora d’água! Comecei a sentir um nojo dos olhares que via na praia, senti que meu biquini estava pequeno demais, estava com vergonha de estar ali… Não ficamos muitos dias lá, mas eu não via a hora de voltar.
Voltamos e para a surpresa de todos, no domingo que fui a igreja após a praia, eu procurei uma garota que sempre me convidava para o Grupo Jovem, na época chamado “Nova Geração” para a qual eu sempre torcia o nariz quando ela me convidava para participar… Eu odiava o Grupo Jovem! Não suportava pisar os pés na igreja, e um jovem vir me convidar… Mas naquele dia resolvi participar. Achei tudo muito diferente, mas gostei e não parei de ir nunca mais! Eu engolia cada mensagem que era passada ali, eu estava com sede, fome, eu queria aquele Deus que estava me sendo apresentado. Eu queria o Espírito Santo! Sem saber comecei os meus “21 dias”! É claro que esse propósito não existia naquela época, mas foi como se existisse… Eu só pensava em Deus, queria saber tudo sobre Ele, andar com Ele, saber o que O agradava ou não, comia a Bíblia. Ele passou a ser a minha vida.
E você acha que Ele gostou disso? Ai amiga… uns domingos após essa sede e essa busca, Ele se revelou para mim. Ele me mostrou quem Ele era! Me disse que todo aquele fardo de culpa, de dor que eu vinha carregando não era mais meu, era dEle. Ele me amou! Me mostrou o Seu imenso Amor, o Seu perdão, me fez sentir importante, valiosa…
Eu nasci de novo.
Que alegria!!! Faltava abraçar todos de tanta felicidade! A Igreja virou a casa dos meu sonhos!
Mas… agora é hora de retornar ás aulas… e agora? Como que as minhas amigas vão encarar a minha mudança? Bom, com certeza elas vão achar um pouco estranho, uma vez que eu chorava nos ombros delas porque não queria ir pra igreja… Ah mas eu sou tão feliz agora, elas vão ver essa felicidade, com certeza – eu pensei.
Primeiro dia de aula… Bom vou com calma senão posso assustá-las…
- Oi Aline!!!! – todas vieram animadas me cumprimentar quando me viram.
- Olá meninas tudo bem! – respondi, também feliz em vê-las.
- Conta, como foi suas férias, beijou muito??? E o… voltou pra você? – disse uma delas super entusiasmada.
- Não, não… – ri meio desconsertada – Mas eu estou feliz, muito feliz.
- Humm, eu hein… Ok.
Ela continuou conversando com outras amigas, e eu fiquei na minha… não estava gostando nada das coisas que elas estavam falando… os palavrões que eu tanto falava, soavam horríveis aos meus ouvidos agora…
As tratei bem, tentando mudar alguns assuntos para algo mais “saudável”, mas não dava jeito e elas sempre começavam a falar de meninos e os palavrões dominavam suas palavras…
Fui até a minha carteira disfarçadamente, mas aquela menina que me perguntou com tanto entusiasmo como haviam sido minhas férias, parecia insatisfeita…
- O que foi Aline? – ela perguntou num tom meio irritado.
- Nada, tá tudo bem… – dei um sorriso.
- Você está estranha, parece que entrou para um convento! – ela exclamou.
Acreditem vocês ou não, durante toda aquela manhã eu não tinha mencionado nada a respeito de Deus, ou de igreja… Da onde ela tirou convento?? – pensei comigo.
- Hehehe, não, não, convento não… quase isso… – fui um pouquinho irônica.
- Não vai me dizer que se converteu??? – ela perguntou indignada agora.
Outro choque para mim! Eu nem sabia que ela conhecia esse termo “converter”! Eu não conhecia antes de vir pra igreja!
- Sim… – respondi olhando bem nos olhos dela.
- Ah não, não é possível Aline! Como assim? E agora? Como vai ser?
- Não se preocupe, você vai ent… – tentei explicar.
- Eu não quero entender! – ela saiu batendo os pés e vermelha de raiva…
Uau… por essa eu não esperava…
Pois é… senhores leitores, apertem os cintos que a turbulência vai começar… Turbulência é pouco… Deus nos ajude nessa viagem!
Continuação na próxima terça 

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